terça-feira, 18 de maio de 2010

Geopolitica, Armas Nucleares ou Interesses Econômicos?

Tenho acompanhado o desenvolvimento do acordo entre Brasil, Turquia e Irã no que diz respeito ao enriquecimento de urânio. Não quero falar nada técnico, sei apenas que enriquecendo urânio, pode-se chegar até a bomba atômica, o que é reprovável.
Gostei de ver a atuação do itamarati (não é lula óbvio, mas o Estado brasileiro como um todo) neste processo, e fico contente, porque demonstra amadurecimento, vontade e acima de tudo, respeito por parte de outras nações.
Vivendo aqui no exterior, é que a gente percebe o quão 'fracos', em todos os sentidos, somos percebidos como nação.
Lula foi ao Irã desacreditado, mas ainda assim, cavou um acordo, que foi menosprezado pela imprensa internacional, me chamou atenção especial a imprensa francesa, quando dizem que a participação do Brasil no processo foi inferior ao da Turquia.
Ai me pergunto, como assim? Se a própria Turquia já tinha desistido de participar do processo, e mudou de idéia em cima da hora.

Em hipótese alguma sou anti-americano. Muito pelo contrário. Mas não me canso de pensar que a própria recusa em aceitar este acordo (que já é alguma coisa, mesmo que seja um pretexto para ganhar tempo, como está sendo afirmado), e impor sanções econômicas, revela outras intenções.  Ai, assisto um vídeo sobre Irã ser um refugio atual da rede AlQaeda. Me fez lembrar Iraque.
Começa o "bla bla bla". Iraque isto, Iraque aquilo, e pronto, temos uma invasão.
Que efeitos positivos tivemos desta invasão?

E qual o objetivo de uma outra invasão? Sempre pensei que os EUA de Bush não desmantelariam jamais a AlQaeda, não por que fosse uma tarefa impossível, mas porque históricamente, a politica externa americana precisa de um 'inimigo'. URSS, Narcotraficantes sul-americanos, Ditadores africanos, e agora, recentemente, terroristas islâmicos.
Outro ponto a ser considerado é que, para as grandes potências, nações ainda 'adolescentes' começarem a pensar por conta própria, cuidar de seus interesses e inclusive, intermediar conflitos de âmbito mundial, incomoda. É uma questão de geopolítica, creio. (ver matéria da Folha)



Um comentário:

Patricia Luchi disse...

Adorei a parte de que historicamente a política dos EUA precisa de um inimigo. Ótimo! Faz todo o sentido. E é isso mesmo, não só a externa, mas a interna também. Eles usam isso para promover presidentes ou candidatos à presidência, sem falar no Senado. Usam e abusam do "poder" que julgam adquirir com a supervalorização de uma defesa mundial, de salvadores da pátria e do planeta, como se fossem super-heróis.
Bom post! Parabéns!